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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Não rejeite: recicle, integre e use!



Quem me conhece sabe que sou uma apaixonada [no contexto desta nota, restrinjo o âmbito desta confissão a tudo quanto escolho fazer].
A Programação Neuro Linguística [PNL] tornou-se uma paixão, desde o início da minha descoberta da sua existência.
E continua.
Em crescendo.
A PNL tem muitos practicantes, Mestres, muitos desconhecedores, muitos indiferentes, descrentes e detractores, c
omo qualquer ciência, principalmente quando é ainda relativamente recente.
Quando recebi o meu mais recente treino [no passado mês de Abril], observei os meus Mestres a fazerem uma demonstração extraordinária.
Estava em destaque uma pessoa que tinha uma recordação, para ela muito dolorosa, no seu passado.
O facto que a provocava tinha demorado o seu tempo, não soubémos nem tínhamos que saber quanto nem qual o próprio facto em si: não é importante, e muitas vezes pode ser desconfortável partilhar esses dados.
O que todos compreendemos é que pessoa-em-destaque dedicava várias horas por dia a rever a situação que lhe causava tanta dor, sentindo sempre muita dor [todos os dias se auto-infligia dor, revisitando a experiência durante horas].
Ao terem sido colocadas diversas perguntas nunca-invasivas, a pessoa disse, coloquialmente, que gostaria de apagar a memória da sua mente.
Os Mestres perguntaram então se ela gostaria MESMO de apagar memórias da sua mente...aquela ou outras...
Achei a pergunta, na sua infinita simplicidade, GENIAL.
Porque quer a pessoa-em-destaque quer todos nós, restantes formandos, concluímos, após reflectirmos, para nós mesmos primeiro, e partilhando as conclusões individuais depois e voluntariamente, que, qualquer que fosse o tipo de memórias que tínhamos na nossa "colecção individual", não queríamos apagar nenhuma: o nosso "eu" ficaria incompleto e mais pobre sem qualquer uma das nossas memórias [que são o resultado de como vemos, sentimos e até podemos ouvir, em cada momento, algo que já passou].
Com todas as experiências que nos tinham deixado memórias, qualquer que fosse o seu tipo, tínhamos aprendido, logo tinham sido / eram úteis e importantes.
E ainda concluímos que, se olharmos para as experiências tidas do ponto de vista do que de positivo retirámos delas, do que aprendemos com elas, e aprendermos a, e decidirmos, usar essa aprendizagem nas novas situações que se nos deparam, não só não perdemos tempo a sofrer, inutilmente!, horas e horas com algo que aconteceu durante muito menos tempo do que aquele com que nos auto-infligimos, como teremos mais armas e ferramentas para utilizar em novas situações nas nossas vidas, como ainda libertaremos o tempo-antes-gasto para sermos [mais] felizes.
Somos um todo, e todas as experiências que, com o tempo, se convertem em memórias, fazem parte de nós. E podem ser utilizadas para sermos mais e melhor.
Aprendamos, então,
a a substituir rejeição por reciclagem e integração.
E a usar os resultados.

A tormenta do Porquê e a luz do Porque...ou como o uso de um acento faz toda a diferença!



Em Coaching, quando se está a falar de algo que o Coachee vê como um obstáculo - um problema - evita-se usar o "porquê".
Porque estamos a convergir para o problema em si, e não para a sua solução, para o ultrapassar do obstáculo.
Estamos a apelar para a justificação de, e para a insistência em, não o ultrapassar.
A mente do Coachee permanece no problema, não se liberta para a solução.
O seu estado mental é o da porta fechada, não o da porta aberta.
Saindo da perspectiva do Coaching, normalmente não gostamos que nos perguntem "porquê".
Achamos ou que os outros o deviam perceber sem nós o dizermos, ou não queremos nós próprios admitir o "porquê".
E sentimo-nos incompreendidos e / ou invadidos.

Todos nós tivémos a idade dos "porquês": quando quer[ía][e]mos saber as causas de tudo, as relações entre cada coisa, e como funciona cada uma.
E os nossos interlocutores, por maiores que fossem o amor que nos tinham, a paciência e a vontade de colaborar com a nossa aprendizagem, acaba[va]m inevitavelmente cansados...

Cansaço, invasão, incompreensão...tudo sensações e emoções que não desejamos sentir.
Porque é que isto acontece na idade adulta?
Porque nos colocam tantas vezes a questão "Porquê?"?

Porque não somos suficientemente proactivos.
Nem suficientemente generosos.
Porque, no melhor dos casos, adicionamos às nossas declarações "na minha opinião,...".
Mas mesmo esta táctica não abole o "porquê" imediato, de rajada, que nos atinge sem que o possamos evitar.
- "É a tua opinião, porquê?"
Lá está ele!
O do acento circunflexo!
Não fomos suficientemente proactivos!
Não fomos suficientemente generosos!
Não tomámos a iniciativa de partilhar: as nossas experiências, as nossas visões, as nossas perspectivas, as nossas emoções, os nossos valores, as nossas crenças.
Não.
Guardámos tudo isso para nós mesmos...não partilhámos com o[s] nosso[s] interlocutor[es] mais do que nossa opinião.
Não partilhámos o seu fundamento, sempre enriquecedor.
Eliminando assim à partida a possibilidade de sermos compreendidos, e também a de, no continuar da comunicação, mudar de visão, de perspectiva, de emoção, de crença.
E até de valor[es].
Ou de proporcionar ao[s] outro[s] outras experiências, visões, perspectivas, emoções, crenças e valores, facilitando e enriquecendo todo o processo de comunicação.
E é tão simples...Basta eliminar o acento circunflexo, no emitir da mensagem [não esquecendo que cada elemento da comunicação é emissor e receptor, à vez].
E ser proactivo.
E generoso.
Ao ser o emissor, convido-o/a a dizer "Na minha opinião, isto é assim PORQUE...".
Experimente...tome a iniciativa e seja generoso.
E veja, oiça, sinta a enorme diferença provocada por um pequeno acento...ou pela sua eliminação.
A diferença entre a tormenta...
e a luz.