Estamos habituado/as a considerar alucinações como situações patológicas.
Estamos habituados/as a considerar alucinações como ILUSÕES.
[Alucinação (a-lu-ci-na-ção)
s. f.
Sensação mórbida produzida por algo inexistente
Devaneio, delírio: ILUSÃO.
Obscurecimento passageiro das faculdades mentais.]
Então,
ALUCINAÇÃO = ILUSÃO:
Sim.
Conjugando a ilusão no tempo...há uma altura em que a ilusão deixa de [o] ser.
Temporária.
Todas as criações resultaram de uma [ou de um conjunto de] alucinacão[ões]:
todo/as as músicas, danças, pinturas, gravuras, esculturas, desenhos, fotografias, textos, desportos, jogos, culturas, países, cidades, ruas, edifícios, vestuário, alimentação, enfim, todos os projectos, planos, estratégias, produtos, serviços e actividades existiram apenas na cabeça do[s] seu[s] criador[es] antes de poderem ser vistas, ouvidas, sentidas, experimentadas, experienciadas, vividas por outrém...
O que seria, então, da Humanidade, do Mundo, sem alucinações?
Sem pessoas que vêem / ouvem / sentem aquilo que [ainda] não existe?
Que alucinam?
Que criam?
Precisamos de alucinar.
Mais ainda.
E hoje é um dia tão bom como qualquer outro para [quem ainda não o fez], começar.
E para quem já o faz, fazer mais.
E melhor.
ALUCINEMOS, pois.
Quer o resultado final, quer o processo criativo.
"You see things; and you say 'Why?' But I dream things that never were;
and I say 'Why not?' "
Shaw, George Bernard






