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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Do outro lado do espelho - ALUCINAÇÕES



Estamos habituado/as a considerar alucinações como situações patológicas.
Estamos habituados/as a considerar alucinações como ILUSÕES.


[Alucinação (a-lu-ci-na-ção)
s. f.
Sensação mórbida produzida por algo inexistente

Devaneio, delírio: ILUSÃO.

Obscurecimento passageiro das faculdades mentais.]

Então,

ALUCINAÇÃO = ILUSÃO:

Sim.
Conjugando a ilusão no tempo...há uma altura em que a ilusão deixa de [o] ser.
Temporária.

Todas as criações resultaram de uma [ou de um conjunto de] alucinacão[ões]:
todo/as as músicas, danças, pinturas, gravuras, esculturas, desenhos, fotografias, textos, desportos, jogos, culturas, países, cidades, ruas, edifícios, vestuário, alimentação, enfim, todos os projectos, planos, estratégias, produtos, serviços e actividades existiram apenas na cabeça do[s] seu[s] criador[es] antes de poderem ser vistas, ouvidas, sentidas, experimentadas, experienciadas, vividas por outrém...

O que seria, então, da Humanidade, do Mundo, sem alucinações?
Sem pessoas que vêem / ouvem / sentem aquilo que [ainda] não existe?
Que alucinam?
Que criam?

Precisamos de alucinar.
Mais ainda.
E hoje é um dia tão bom como qualquer outro para [quem ainda não o fez], começar.
E para quem já o faz, fazer mais.
E melhor.

ALUCINEMOS, pois.
Quer o resultado final, quer o processo criativo.

"You see things; and you say 'Why?' But I dream things that never were;
and I say 'Why not?' "

Shaw, George Bernard

terça-feira, 15 de novembro de 2011

That's all Coaching is about!


[Sharing.
Giving.
Ourselves with / to others.]

Questioning.
Helping us and others to find the very best in each and every one of us.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Feliz...e porquê?



Todos nós temos momentos em que nos sentimos imensamente e / ou intensamente felizes [também temos "d' outros"...mas não é sobre esses que escrevo agora].

Muitos de nós, por hábito, educação, programação dos nossos cérebros, de forma consciente ou inconsciente, sabemos ou procuramos saber porquê nos sentimos felizes.

E, em tal reflectindo, não penso que seja importante saber ou procurar saber porquê...
mas antes investir o tempo [que despenderíamos na racionalização] no enraizar da sensação.

E deixar fluir...sentindo, ouvindo e vendo as vibrações, sons e imagens que nos invadem...deixando que nos inundem, tornando-as ainda mais vastas, mais fortes, mais musicais, mais belas, mais brilhantes...até que saiam de nós, que se estendam à nossa volta, que tomem corpo, aroma, som, vida.

Tornar a felicidade que sentimos, senão palpável, capaz de se estender e tocar tudo e todos que a ela se abram.
E igualmente capaz de ser em nós armazenada, para que a possamos ir buscar de novo uma e outra vez...sempre que queiramos ou precisemos.

Porque o conjunto de cada um de nós com a nossa felicidade nos torna indestrutíveis.

Sem que seja de todo necessário saber porquê...mas antes como.
Como nos sentimos, no momento e na[s] sua[s] revisitação[ões].

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Saudade ou Saudável?


Hoje, dia 10 de Junho de 2011, dia de Portugal, de Luís Vaz de Camões e das Comunidades Portuguesas, dei por mim a pensar no que nos torna, a nós Portugueses, distintivos, diferentes.
E entre uma imensidão de coisas fantásticas, pensei também na palavra "Saudade".
Tanto poema, tanto fado, a falar dela!

Ocorreu-me de imediato outra, igualmente começada por "Sauda": Saudável.

Saudade.

Saudável.

Como sou principalmente cinestésica, parei, a sentir cada uma das palavras.

E confirmei que não gosto de "Saudade".

Que, para mim, saudade não é saudável.

Saudade é ficar voltada/o para trás...para o passado...e a melhor coisa que o passado tem é que já foi, lá atrás, na nossa linha do tempo.

O passado é património de cada um de nós.
Independentemente de o vermos como recheado de coisas positivas ou não tanto assim, já é nosso património
[património esse que também pode mudar, por revisitação: por vermos a uma nova luz e / ou com mais e outros conhecimentos, o que vivemos e fizemos, mudando assim - sempre para melhor - a nossa perspectiva sobre ele].

E não vale a pena ficarmos voltados para ele, em vez de para o FUTURO, que se constrói no PRESENTE, em cada segundo, minuto, hora, dia.

O passado é importante para o usarmos, para dele recolhermos informação:

- para analisarmos qual a estratégia e estrutura das boas [e das menos boas] decisões que tomámos


- para agruparmos sentires, visões, sons de momentos magníficos que nos proporcionam o nosso círculo de excelência, a nossa "receita mágica" para termos confiança e força em todos os momentos em que mais delas precisamos.

- para extrairmos e consolidarmos toda a enorme aprendizagem resultante de todas as coisas que vivemos e fizemos

Não sinto saudade do passado [e saudades do presente ou do futuro são uma figura poética]: e tive um passado maravihoso, nunca esquecendo que o limite final do meu passado vai sendo cada letra que acrescento a este texto...um percurso que está sempre a acabar, nunca a começar e / ou a continuar.

O presente é o momento em que se constrói, com a aprendizagem efectuada no passado, o futuro.

E no meu presente não cabe saudade: cabe felicidade, aprendizagem, inovação, mudança e movimento...para a frente.
Nunca para trás.

No respeito de todas as opiniões divergentes da minha, entre Saudade e Saudável, escolho indubitavelmente Saudável:

escolho caminhar para a frente e para cima, e não ficar parada a olhar para, escutar e sentir, o passado.

Sem saudade.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Não rejeite: recicle, integre e use!



Quem me conhece sabe que sou uma apaixonada [no contexto desta nota, restrinjo o âmbito desta confissão a tudo quanto escolho fazer].
A Programação Neuro Linguística [PNL] tornou-se uma paixão, desde o início da minha descoberta da sua existência.
E continua.
Em crescendo.
A PNL tem muitos practicantes, Mestres, muitos desconhecedores, muitos indiferentes, descrentes e detractores, c
omo qualquer ciência, principalmente quando é ainda relativamente recente.
Quando recebi o meu mais recente treino [no passado mês de Abril], observei os meus Mestres a fazerem uma demonstração extraordinária.
Estava em destaque uma pessoa que tinha uma recordação, para ela muito dolorosa, no seu passado.
O facto que a provocava tinha demorado o seu tempo, não soubémos nem tínhamos que saber quanto nem qual o próprio facto em si: não é importante, e muitas vezes pode ser desconfortável partilhar esses dados.
O que todos compreendemos é que pessoa-em-destaque dedicava várias horas por dia a rever a situação que lhe causava tanta dor, sentindo sempre muita dor [todos os dias se auto-infligia dor, revisitando a experiência durante horas].
Ao terem sido colocadas diversas perguntas nunca-invasivas, a pessoa disse, coloquialmente, que gostaria de apagar a memória da sua mente.
Os Mestres perguntaram então se ela gostaria MESMO de apagar memórias da sua mente...aquela ou outras...
Achei a pergunta, na sua infinita simplicidade, GENIAL.
Porque quer a pessoa-em-destaque quer todos nós, restantes formandos, concluímos, após reflectirmos, para nós mesmos primeiro, e partilhando as conclusões individuais depois e voluntariamente, que, qualquer que fosse o tipo de memórias que tínhamos na nossa "colecção individual", não queríamos apagar nenhuma: o nosso "eu" ficaria incompleto e mais pobre sem qualquer uma das nossas memórias [que são o resultado de como vemos, sentimos e até podemos ouvir, em cada momento, algo que já passou].
Com todas as experiências que nos tinham deixado memórias, qualquer que fosse o seu tipo, tínhamos aprendido, logo tinham sido / eram úteis e importantes.
E ainda concluímos que, se olharmos para as experiências tidas do ponto de vista do que de positivo retirámos delas, do que aprendemos com elas, e aprendermos a, e decidirmos, usar essa aprendizagem nas novas situações que se nos deparam, não só não perdemos tempo a sofrer, inutilmente!, horas e horas com algo que aconteceu durante muito menos tempo do que aquele com que nos auto-infligimos, como teremos mais armas e ferramentas para utilizar em novas situações nas nossas vidas, como ainda libertaremos o tempo-antes-gasto para sermos [mais] felizes.
Somos um todo, e todas as experiências que, com o tempo, se convertem em memórias, fazem parte de nós. E podem ser utilizadas para sermos mais e melhor.
Aprendamos, então,
a a substituir rejeição por reciclagem e integração.
E a usar os resultados.

A tormenta do Porquê e a luz do Porque...ou como o uso de um acento faz toda a diferença!



Em Coaching, quando se está a falar de algo que o Coachee vê como um obstáculo - um problema - evita-se usar o "porquê".
Porque estamos a convergir para o problema em si, e não para a sua solução, para o ultrapassar do obstáculo.
Estamos a apelar para a justificação de, e para a insistência em, não o ultrapassar.
A mente do Coachee permanece no problema, não se liberta para a solução.
O seu estado mental é o da porta fechada, não o da porta aberta.
Saindo da perspectiva do Coaching, normalmente não gostamos que nos perguntem "porquê".
Achamos ou que os outros o deviam perceber sem nós o dizermos, ou não queremos nós próprios admitir o "porquê".
E sentimo-nos incompreendidos e / ou invadidos.

Todos nós tivémos a idade dos "porquês": quando quer[ía][e]mos saber as causas de tudo, as relações entre cada coisa, e como funciona cada uma.
E os nossos interlocutores, por maiores que fossem o amor que nos tinham, a paciência e a vontade de colaborar com a nossa aprendizagem, acaba[va]m inevitavelmente cansados...

Cansaço, invasão, incompreensão...tudo sensações e emoções que não desejamos sentir.
Porque é que isto acontece na idade adulta?
Porque nos colocam tantas vezes a questão "Porquê?"?

Porque não somos suficientemente proactivos.
Nem suficientemente generosos.
Porque, no melhor dos casos, adicionamos às nossas declarações "na minha opinião,...".
Mas mesmo esta táctica não abole o "porquê" imediato, de rajada, que nos atinge sem que o possamos evitar.
- "É a tua opinião, porquê?"
Lá está ele!
O do acento circunflexo!
Não fomos suficientemente proactivos!
Não fomos suficientemente generosos!
Não tomámos a iniciativa de partilhar: as nossas experiências, as nossas visões, as nossas perspectivas, as nossas emoções, os nossos valores, as nossas crenças.
Não.
Guardámos tudo isso para nós mesmos...não partilhámos com o[s] nosso[s] interlocutor[es] mais do que nossa opinião.
Não partilhámos o seu fundamento, sempre enriquecedor.
Eliminando assim à partida a possibilidade de sermos compreendidos, e também a de, no continuar da comunicação, mudar de visão, de perspectiva, de emoção, de crença.
E até de valor[es].
Ou de proporcionar ao[s] outro[s] outras experiências, visões, perspectivas, emoções, crenças e valores, facilitando e enriquecendo todo o processo de comunicação.
E é tão simples...Basta eliminar o acento circunflexo, no emitir da mensagem [não esquecendo que cada elemento da comunicação é emissor e receptor, à vez].
E ser proactivo.
E generoso.
Ao ser o emissor, convido-o/a a dizer "Na minha opinião, isto é assim PORQUE...".
Experimente...tome a iniciativa e seja generoso.
E veja, oiça, sinta a enorme diferença provocada por um pequeno acento...ou pela sua eliminação.
A diferença entre a tormenta...
e a luz.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010