O Coaching, a PNL, as emoções, o modo como funcionamos, afinal, são as minhas paixões vocacionais.
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
Saudade ou Saudável?
Hoje, dia 10 de Junho de 2011, dia de Portugal, de Luís Vaz de Camões e das Comunidades Portuguesas, dei por mim a pensar no que nos torna, a nós Portugueses, distintivos, diferentes.
E entre uma imensidão de coisas fantásticas, pensei também na palavra "Saudade".
Tanto poema, tanto fado, a falar dela!
Ocorreu-me de imediato outra, igualmente começada por "Sauda": Saudável.
Saudade.
Saudável.
Como sou principalmente cinestésica, parei, a sentir cada uma das palavras.
E confirmei que não gosto de "Saudade".
Que, para mim, saudade não é saudável.
Saudade é ficar voltada/o para trás...para o passado...e a melhor coisa que o passado tem é que já foi, lá atrás, na nossa linha do tempo.
O passado é património de cada um de nós.
Independentemente de o vermos como recheado de coisas positivas ou não tanto assim, já é nosso património
[património esse que também pode mudar, por revisitação: por vermos a uma nova luz e / ou com mais e outros conhecimentos, o que vivemos e fizemos, mudando assim - sempre para melhor - a nossa perspectiva sobre ele].
E não vale a pena ficarmos voltados para ele, em vez de para o FUTURO, que se constrói no PRESENTE, em cada segundo, minuto, hora, dia.
O passado é importante para o usarmos, para dele recolhermos informação:
- para analisarmos qual a estratégia e estrutura das boas [e das menos boas] decisões que tomámos
- para agruparmos sentires, visões, sons de momentos magníficos que nos proporcionam o nosso círculo de excelência, a nossa "receita mágica" para termos confiança e força em todos os momentos em que mais delas precisamos.
- para extrairmos e consolidarmos toda a enorme aprendizagem resultante de todas as coisas que vivemos e fizemos
Não sinto saudade do passado [e saudades do presente ou do futuro são uma figura poética]: e tive um passado maravihoso, nunca esquecendo que o limite final do meu passado vai sendo cada letra que acrescento a este texto...um percurso que está sempre a acabar, nunca a começar e / ou a continuar.
O presente é o momento em que se constrói, com a aprendizagem efectuada no passado, o futuro.
E no meu presente não cabe saudade: cabe felicidade, aprendizagem, inovação, mudança e movimento...para a frente.
Nunca para trás.
No respeito de todas as opiniões divergentes da minha, entre Saudade e Saudável, escolho indubitavelmente Saudável:
escolho caminhar para a frente e para cima, e não ficar parada a olhar para, escutar e sentir, o passado.
Sem saudade.
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